Qin Sang era doente. Desde o nascimento, sua percepção da dor estava completamente ausente. Cair ao caminhar não doía, ser atropelada por uma moto elétrica não doía, nem mesmo um tapa autoinfligido lh
— Sua filha foi diagnosticada com insensibilidade congênita à dor, e atualmente não existe nenhum tratamento eficaz — disse o jovem médico, folheando o relatório em suas mãos e ajustando os óculos sobre o nariz. — Pacientes com essa condição perdem a capacidade de sentir dor, mas as sensações normais de calor, frio e outros estímulos permanecem intactas.
Sentados diante dele estavam um casal jovem, entre eles uma menina de apenas seis anos, com um pirulito de uva na boca, sentada ereta na cadeira, olhando com ingenuidade ora para os pais, ora para o médico do outro lado da mesa.
Naquela época, San Qin ainda não compreendia o que diziam, apenas sabia que o pirulito em sua boca era deliciosamente doce.
Tang Xiaoxi, diante do diagnóstico, perguntou aflita e sem entender: — Por que ela teria uma doença dessas do nada?
— É uma condição rara, geralmente hereditária, mas parece que nenhum dos familiares de vocês tem esse histórico — respondeu o médico, franzindo a testa. — Além disso, a medicina ainda não conseguiu decifrar totalmente essa doença, então, infelizmente, não posso oferecer uma explicação razoável.
Qin Zheng manteve a calma: — Há algo que devemos observar no dia a dia?
— Como ela não consegue reagir normalmente à dor e evitar perigos, é preciso ter muito cuidado. Tentem não deixá-la perto de situações arriscadas — explicou o médico. — Se possível, ensinem desde cedo o que pode provocar dor; assim, pelo menos em caso de perigo, o subconsciente dela poderá alertá-la.
Mais tarde, Qin Zheng e Tang Xiaoxi levaram San Qin a vário