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O vento cortava por todos os lados, e no teto havia um enorme buraco; aquele quarto precário, mais parecido com uma ruína do que com uma casa, abrigava Feng Xue, que se encostava na parede mais resistente que encontrou, vestindo um manto branco ao estilo de Assassino, com uma adaga apertada nas mãos, enquanto o suor frio escorria incessantemente por sua testa.
Do lado de fora da frágil porta de madeira, gritos brutais de combate e de dor se sucediam sem parar; mesmo ouvindo apenas os sons, era fácil imaginar a violência que tomava conta das ruas.
Felizmente, Feng Xue não era nem uma das vítimas nem um dos assassinos.
Infelizmente, ele também não podia garantir que não se juntaria a eles em breve.
Já fazia três dias desde que atravessara para aquele mundo estranho. Feng Xue não só não tinha ideia do funcionamento básico daquele lugar, como nem mesmo compreendia por completo as capacidades do seu suposto “poder especial” de transmigrador.
Agora, embora pudesse beber água, não sentia sede mesmo após três dias sem ela; e, embora pudesse comer, não sentia fome mesmo ficando três dias sem alimento. Por esse lado, dizer que Feng Xue já não era exatamente um ser vivo não seria exagero.
Chegava a se perguntar se, em sua vida anterior, não teria sido livre demais em seus desejos, a ponto de, após a morte, merecer cair em um inferno como aquele para ser punido!
Sim, inferno: essa era a impressão mais direta que aquele mundo lhe passava.
Desde que, sem motivo aparente, atravessou para um lixão e foi recebido por um catador com um indif