O tênis é um esporte livre, solitário e ao mesmo tempo elegante. ... O dono da empresa fugiu, a companhia faliu. Chen Ran, desempregado na meia-idade, retorna ao ano de 2002. Aquele verão, aos dezesse
— Faça um bom trabalho! Durante este período, tente fazer o máximo de horas extras possível!
— Você ainda é jovem, nem chegou aos quarenta, tem saúde, trabalhar no esquema 996 não é problema.
— No ano que vem, prometo que vou te promover e aumentar seu salário!
As palavras do chefe, ditas na semana passada, ainda ressoavam nos ouvidos de Chen Ran, mas agora o homem já havia fugido com o dinheiro, partindo para o exterior, e ainda enviou uma mensagem coletiva para os funcionários: "Fiquem tranquilos, semana que vem eu volto para o país!"
Chen Ran já estava calejado no ambiente de trabalho, não era mais um jovem ingênuo e ignorante, sabia que aquelas promessas do chefe eram pura manipulação emocional, nada de sinceridade sobre promoção ou aumento. Mas, sob o teto alheio, não se pode desafiar quem manda: mesmo sabendo que era tudo mentira, se quisesse continuar ali, só lhe restava fingir gratidão e colaborar com o teatro.
O inesperado aconteceu: a empresa fechou abruptamente, os fundos evaporaram. Nos últimos anos, a economia andava fraca e cenários assim se repetiam em várias firmas. Antes, Chen Ran só via essas notícias na internet, jamais imaginou que viveria na pele.
Hoje em dia, empresas que pareciam grandiosas e sofisticadas podiam ruir da noite para o dia. Chen Ran, ao escolher aquela empresa, foi atraído pelo tamanho, pelo capital robusto, pela publicidade impactante, jamais imaginou esse fim.
O chefe era um caso à parte: durante a seleção, não perguntava sobre formação ou competência, mas sim sobre dívidas imobiliárias, es