E se, após a queda dos Ming, surgisse uma dinastia comandada por chineses han? Ao atravessar o véu do tempo, Liu Yu descobre que se encontra num império chamado Grande Shun, erguido em um momento deci
— Nosso grande Imperador Fundador destruiu a dinastia de Zhu Ming para vingar a queda dos Tang pelas mãos de Zhu Wen. Um acerto de contas, afinal: os domínios da família Li foram tomados por Zhu Wen, e agora os de Zhu foram conquistados por nossa Grande Shun, devolvendo o trono ao sobrenome Li...
Na famosa adega Fonte e Salgueiro da capital, um grupo de jovens nobres se divertia, sem qualquer receio, fazendo piadas tanto sobre a dinastia vigente quanto sobre a anterior. Já se passavam oitenta anos desde o levante de Jiashen que pôs fim aos Ming, e essas antigas profecias, outrora sussurradas em segredo, agora eram piadas conhecidas por todos nas ruas e vielas.
O povo adora falar de presságios e profecias; apenas os eruditos discutem o que é legítimo para o Estado. Desde que a Grande Shun “passou pelos portões”, grandes estudiosos já haviam justificado seu Mandato Celestial. A história de Li vingando os Tang e substituindo Zhu era contada apenas para as massas.
À mesa, Liu Yu, recém-chegado de outro tempo, olhava perplexo para seus companheiros, todos vestidos à moda antiga.
Como assim?
A dinastia Ming caiu há mais de oitenta anos?
E depois dela veio a Grande Shun, não os Manchus?
A derrota em Shanhaiguan e Yipianshi ocorreu, Li Zicheng morreu no Monte Jiugong, assim como nos livros de história. Mas, ao contrário do que ele lembrava, a Grande Shun reverteu o jogo em Jingxiang?
Na história original, Li Guo, nomeado Duque de Xingguo pelo Sul dos Ming, provavelmente havia sido possuído por um viajante do tempo. Vindo de Shaanxi